Não é a toa que o Woody Allen é o Woody Allen. Saí do seu último filme maldizendo o coitado, pensando como um diretor pode alternar entre o genial e a mais infame comédia, elaborando que talvez a razão para isso seja essa obrigação que ele se impõe de fazer um filme por ano. Enfim, saí rindo sozinha daquela babaquice que eu tinha acabado de ver.
Mas é aí que entra “o cara”. Ninguém é “o cara” em alguma coisa por nada, certamente há razões para isso. Sem perceber, comecei a pensar no filme e ver que por trás daquela aparente comédia boba tinha muita coisa interessante, sim. Dos dilemas mais atuais, da descartabilidade dos relacionamentos, do que realmente se busca em um casamento, da idealização que todos fazemos, da eterna busca pela juventude que o mundo hoje nos impõe. Mas acima de tudo, o filme mostrou com maestria uma variação daquele dito que diz que “de perto, ninguém é normal”. É o que diz que de perto, todo mundo é patético! Todos aqueles que se mostravam de alguma forma racionais ou confiantes, ao serem observados com atenção vão demonstrando um dom para serem perdedores. Todos nós somos kind of loosers. E qual não é a surpresa no filme ao se perceber, no final, que aquela única pessoa que era obviamente patética, a perdedora em potencial, é a única que se dá bem? No fim e ao cabo, Woody nos deixa o recado de que às vezes racionalidade e pragmatismo não trazem a felicidade, pelo contrário: nada como uma farta dose de ilusão para seguirmos adiante na vida! Não é à toa que religiões e livros de auto-ajuda vendem muito mais do que terapia e filosofia.
É triste, bizarro, e o que mais me assusta: recorrente. Ando vendo tanta ilusão por aí garantindo uma certa dose de confiança, que chego a maldizer esses meus questionamentos constantes! Aquela velha questão que se impõe: seria a ingenuidade um caminho mais seguro para a felicidade? A contar pelo número de poetas e literatos discorrendo sobre suas angústias, tudo leva a crer que sim.
Eu, por outro lado, prefiro acreditar que não, ainda escolho a noção da verdade ruim ao apoio em uma mentira boa. Pena que cada vez mais os fatos desmentem meus credos. Os fatos e tu, Woody, que mais uma vez me pegou.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Xô urucubaca!
Passei uns diazinhos brabos de angústia na última semana. E das piores angústias. Porque é ruim quando nos agoniamos por motivos corriqueiros, daqueles que nos atormentam dia sim, dia não, como um amor não correspondido, um pé na bunda, uns quilinhos a mais na balança, uma briguinha com a mãe ou uma irritação com uma amiga, mas sempre tem solução, a vida segue. O problema é quando a própria vida fica em suspenso. E aí? Como faz?
Eu me considero uma sortuda pela quantidade de gente que me cerca! Desde o meu nascimento já dizem que foi bagunça, confusão e griatria no hospital e assim seguiu a minha vida. Para se ter uma idéia, quando eu nasci eu tinha 1 tataravó, 2 bisavós, as 2 avós e os 2 avôs, mais uma penca de tios e tias. Meu pai e minha mãe resolveram se separar quando eu era bem novinha e logo logo adicionei padrasto e madrasta pro meu rol de parentes. Além disso, toda minha família sempre foi muito próxima, primos de segundo grau são como primos-irmãos, o que acaba fazendo com que se torne mais gente ainda na volta. De qualquer forma, considero que tive três (grandes) homens responsáveis pela minha criação e que sempre foram (e sempre vão ser) minhas referências: meu pai, que é além de tudo meu grande amigo e parceiro, meu vô Telmo, minha paixão e a personalidade mais querida que eu já conheci, e o Tio Nico, que casou com a minha mãe quando eu era uma pitoca e juntos ficaram pelos vinte anos seguintes.
Pois bem, nesse findi meu vô e o Tio Nico foram parar no hospital e não estavam muito bem não. Pois é, amigos, com o perdão da palavra: putaqueopariu! Não sei nem descrever o cansaço psicológico que foi. Porque nessas horas a nossa vida inteira começa a passar pela cabeça, bate uma nostalgia desgraçada, mais um medo terrível do futuro e, somado a tudo isso, tem aquele climinha de hospital, que não levanta nem o astral da Poliana!
Era engraçado que quanto mais angustiada, mais vontade eu tinha de escrever sobre, mas eu simplesmente não conseguia! Era só pensar no que escreveria e na segunda palavra uma lágrima safada já tava escorrendo do meu olho. Só agora, que a poeira baixou, tudo melhorou, meu vô já está pedindo sorvete e o Tio Nico conversando feliz da vida que eu consegui escrever (um pouquinho) sobre essa função toda. Não, é claro, sem a insistente lagrimazinha nos olhos - ela está sempre presente - mas pelo menos agora com um belo sorriso no rosto!
Xô urucubaca!
Eu me considero uma sortuda pela quantidade de gente que me cerca! Desde o meu nascimento já dizem que foi bagunça, confusão e griatria no hospital e assim seguiu a minha vida. Para se ter uma idéia, quando eu nasci eu tinha 1 tataravó, 2 bisavós, as 2 avós e os 2 avôs, mais uma penca de tios e tias. Meu pai e minha mãe resolveram se separar quando eu era bem novinha e logo logo adicionei padrasto e madrasta pro meu rol de parentes. Além disso, toda minha família sempre foi muito próxima, primos de segundo grau são como primos-irmãos, o que acaba fazendo com que se torne mais gente ainda na volta. De qualquer forma, considero que tive três (grandes) homens responsáveis pela minha criação e que sempre foram (e sempre vão ser) minhas referências: meu pai, que é além de tudo meu grande amigo e parceiro, meu vô Telmo, minha paixão e a personalidade mais querida que eu já conheci, e o Tio Nico, que casou com a minha mãe quando eu era uma pitoca e juntos ficaram pelos vinte anos seguintes.
Pois bem, nesse findi meu vô e o Tio Nico foram parar no hospital e não estavam muito bem não. Pois é, amigos, com o perdão da palavra: putaqueopariu! Não sei nem descrever o cansaço psicológico que foi. Porque nessas horas a nossa vida inteira começa a passar pela cabeça, bate uma nostalgia desgraçada, mais um medo terrível do futuro e, somado a tudo isso, tem aquele climinha de hospital, que não levanta nem o astral da Poliana!
Era engraçado que quanto mais angustiada, mais vontade eu tinha de escrever sobre, mas eu simplesmente não conseguia! Era só pensar no que escreveria e na segunda palavra uma lágrima safada já tava escorrendo do meu olho. Só agora, que a poeira baixou, tudo melhorou, meu vô já está pedindo sorvete e o Tio Nico conversando feliz da vida que eu consegui escrever (um pouquinho) sobre essa função toda. Não, é claro, sem a insistente lagrimazinha nos olhos - ela está sempre presente - mas pelo menos agora com um belo sorriso no rosto!
Xô urucubaca!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Verão taí!!!
Definitivamente o verão chegou. Para mim isso equivale a alegria. Cerveja gelada. Ânimo. Sol. Piscina. Praia. Corrida. Pés descalços. Havaianas. Hmmm....
A arrancada para o verão desse ano traz ainda alguns bônus para a elevação dos ânimos, com um monte de eventos legais para obrigar até os mais caseiros a observarem as calçadas floridas pelos nossos belos Jacarandás e se depararem com as formosas vaquinhas que andam espalhadas por aí!
Só nesse fim de semana tem programação para todos os gostos: hoje é dia de estréia de "O animal agonizante", com direção do Luciano Alabarse, produção do meu amado Fernando Zugno e encenado pelo Luis Paulo Vasconcellos, no sempre belo Teatro São Pedro (texto sobre a peça CLIQUE AQUI).
Esse foi o primeiro livro que eu li do americano Philip Roth e posso dizer que terminei em uma tacada, sem fôlego e impressionada com a habilidade com que ele constrói seu texto. Ele, inclusive, é sempre cotado para receber o Prêmio Nobel de Literatura (comentário para que corram lá para conhecer sua obra para poderem discorrer sobre ela quando - e se - esse prêmio chegar! Hehe).
Amanhã e sábado é dia de stand-up comedy com o CQC Marco Luque no Teatro Bourbon Country. Segundo um amigo meu conhecedor desse tipo de espetáculo, o Luque é um dos melhores. Eu vou conferir.
O fim de semana ensolarado chama ainda uma passeada pela nossa Feira do Livro, quem sabe com uma salada de frutas da Banca 40 do Mercado Público antes e um chopinho no Chalé da Praça XV depois? E até uma passada no Santander Cultural para conferir a vídeo-instalação do Bob Wilson que está rolando por lá desde o Em Cena e fica até dezembro. Já dá para aproveitar e comer por ali mesmo, no Restaurante do Cofre, que tem coisas deliciosas.
Já domingo é dia de Paul McCartney no Beira-Rio, reunindo portoalegrenses de todas as idades, grupos, profissões. Da minha casa, por exemplo, vai todo mundo (só não vai o cachorro porque ele foi morar no sítio). Chance única de ver um beatle cantar de frente para o Guaíba, um pouco depois de cantarolar com Kleiton e Kledir que deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre e tchau.
E as programações não acabam, a tendência é "piorar". Mais um feriadão em vista, Groove Armada por aqui no dia 11/11, e dizem que até David Guetta dia 12... E depois função natal/ano-novo começa a bombar.
Por isso que eu seguirei no meu período zen-budista-caseira-relax, saindo sempre que o evento pede. Ou que o tempo pede. Ou que a sede pede. Enfim, saindo sempre que necessário.
É, peguem um pouco de fôlego: o verão chegou e ele não tá para brincadeira.
A arrancada para o verão desse ano traz ainda alguns bônus para a elevação dos ânimos, com um monte de eventos legais para obrigar até os mais caseiros a observarem as calçadas floridas pelos nossos belos Jacarandás e se depararem com as formosas vaquinhas que andam espalhadas por aí!
Só nesse fim de semana tem programação para todos os gostos: hoje é dia de estréia de "O animal agonizante", com direção do Luciano Alabarse, produção do meu amado Fernando Zugno e encenado pelo Luis Paulo Vasconcellos, no sempre belo Teatro São Pedro (texto sobre a peça CLIQUE AQUI).
Esse foi o primeiro livro que eu li do americano Philip Roth e posso dizer que terminei em uma tacada, sem fôlego e impressionada com a habilidade com que ele constrói seu texto. Ele, inclusive, é sempre cotado para receber o Prêmio Nobel de Literatura (comentário para que corram lá para conhecer sua obra para poderem discorrer sobre ela quando - e se - esse prêmio chegar! Hehe).
Amanhã e sábado é dia de stand-up comedy com o CQC Marco Luque no Teatro Bourbon Country. Segundo um amigo meu conhecedor desse tipo de espetáculo, o Luque é um dos melhores. Eu vou conferir.
O fim de semana ensolarado chama ainda uma passeada pela nossa Feira do Livro, quem sabe com uma salada de frutas da Banca 40 do Mercado Público antes e um chopinho no Chalé da Praça XV depois? E até uma passada no Santander Cultural para conferir a vídeo-instalação do Bob Wilson que está rolando por lá desde o Em Cena e fica até dezembro. Já dá para aproveitar e comer por ali mesmo, no Restaurante do Cofre, que tem coisas deliciosas.
Já domingo é dia de Paul McCartney no Beira-Rio, reunindo portoalegrenses de todas as idades, grupos, profissões. Da minha casa, por exemplo, vai todo mundo (só não vai o cachorro porque ele foi morar no sítio). Chance única de ver um beatle cantar de frente para o Guaíba, um pouco depois de cantarolar com Kleiton e Kledir que deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre e tchau.
E as programações não acabam, a tendência é "piorar". Mais um feriadão em vista, Groove Armada por aqui no dia 11/11, e dizem que até David Guetta dia 12... E depois função natal/ano-novo começa a bombar.
Por isso que eu seguirei no meu período zen-budista-caseira-relax, saindo sempre que o evento pede. Ou que o tempo pede. Ou que a sede pede. Enfim, saindo sempre que necessário.
É, peguem um pouco de fôlego: o verão chegou e ele não tá para brincadeira.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Ca-ca-ca-carecos:
- Tá aí, mais um filme brasileiro sensacional: Tropa de elite 2. Vejam, vejam, vejam. Muito melhor do que o primeiro, com um roteiro bem amarrado, cheio de situações "corriqueiras" na nossa sociedade e, ainda, belas atuações. Wagner Moura mais uma vez desponta como o grande ator dessa geração. E José Padilha termina uma bela trilogia, somando com o primeiro e o documentário Ônibus 174.
- Não aguento mais campanha eleitoral. Debates que na realidade são monólogos, já que ninguém responde coisa alguma. Baixaria. Extremismos. Presidente da República virando um singelo cabo eleitoral. Vem cá hein... o Tiririca não é candidato a presidente não?
- Quero que 2010 acabe logo. Eu já tinha previsto algumas dificuldades quando ele se aproximava e assim foi. Quero ano ímpar! Ímpar!!!
- Ando sentindo falta. Da Mari, da Paula, do Zé, das férias, da praia, da estrada, da corrida.
- Mais uma prova de que estamos crescendo: imóveis já estão sendo adquiridos entre as minhas amigas. Eu, por outro lado, do jeito que não consigo economizar, vou me manter jovem até os 40.
- Show Maria Gadú/Multishow ao vivo: bom demais! Dvd já consta na minha wish list.
- Morreu o polvo Paul e o Kirchner. E eu com isso?
- E deixo vocês com o Paul que não é o polvo, com aquele Paul, o que eu estarei vendo e ouvindo no dia 7/11 no Gigante:
This is my right
A right given by god
To live a free life
To live in freedom
Talking about freedom
I’m talking about freedom
I will fight for the right
To live in freedom
And do you want
To try to take it away
You will have to answer
Cause this is my right
Talking about freedom
I’m talking about freedom
I will fight for your right
To live in freedom
- Não aguento mais campanha eleitoral. Debates que na realidade são monólogos, já que ninguém responde coisa alguma. Baixaria. Extremismos. Presidente da República virando um singelo cabo eleitoral. Vem cá hein... o Tiririca não é candidato a presidente não?
- Quero que 2010 acabe logo. Eu já tinha previsto algumas dificuldades quando ele se aproximava e assim foi. Quero ano ímpar! Ímpar!!!
- Ando sentindo falta. Da Mari, da Paula, do Zé, das férias, da praia, da estrada, da corrida.
- Mais uma prova de que estamos crescendo: imóveis já estão sendo adquiridos entre as minhas amigas. Eu, por outro lado, do jeito que não consigo economizar, vou me manter jovem até os 40.
- Show Maria Gadú/Multishow ao vivo: bom demais! Dvd já consta na minha wish list.
- Morreu o polvo Paul e o Kirchner. E eu com isso?
- E deixo vocês com o Paul que não é o polvo, com aquele Paul, o que eu estarei vendo e ouvindo no dia 7/11 no Gigante:
This is my right
A right given by god
To live a free life
To live in freedom
Talking about freedom
I’m talking about freedom
I will fight for the right
To live in freedom
And do you want
To try to take it away
You will have to answer
Cause this is my right
Talking about freedom
I’m talking about freedom
I will fight for your right
To live in freedom
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Das coisas difíceis da vida...
"ô Lú, vamos tocar Conselho, viu?"
Toda vez que eu encontrava o Porongo e ele tava com aquele panderinho embaixo do braço ele já ia logo avisando que ia tocar a música que eu sempre pedia. Amigo querido, parceiro de festa, baita coração, pagodeiro de carteirinha e presente em todas. Não é que nessa hora triste pouca coisa consola mais do que a letra da música que ele sempre tocava pra gente?
Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça enfrente o mal,
Que agindo assim será vital para o seu coração,
É que em cada experiência se aprende uma lição,
Eu já sofri por amar assim me dediquei mais foi tudo em vão,
Pra que se lamentar se em sua vida pode encontrar,
Quem te ame com toda força e ardor,
Assim sucumbirá a dor,
Tem que lutar
Não se abater
Só se entregar
A quem te merecer
Não estou dando e nem vendendo
Como o ditado diz
O meu conselho é pra te ver feliz.
PÔ, PÓRIS! VAI DEIXAR SAUDADE!
Toda vez que eu encontrava o Porongo e ele tava com aquele panderinho embaixo do braço ele já ia logo avisando que ia tocar a música que eu sempre pedia. Amigo querido, parceiro de festa, baita coração, pagodeiro de carteirinha e presente em todas. Não é que nessa hora triste pouca coisa consola mais do que a letra da música que ele sempre tocava pra gente?
Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça enfrente o mal,
Que agindo assim será vital para o seu coração,
É que em cada experiência se aprende uma lição,
Eu já sofri por amar assim me dediquei mais foi tudo em vão,
Pra que se lamentar se em sua vida pode encontrar,
Quem te ame com toda força e ardor,
Assim sucumbirá a dor,
Tem que lutar
Não se abater
Só se entregar
A quem te merecer
Não estou dando e nem vendendo
Como o ditado diz
O meu conselho é pra te ver feliz.
PÔ, PÓRIS! VAI DEIXAR SAUDADE!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
O Tempo faz Gemer
O primeiro contato que tive com O Animal Agonizante, maravilhosa novela de Philip Roth, foi em 2007, quando li o livro pela primeira vez. Lembro que, logo após terminá-lo, pensei que precisaria voltar a ele quando tivesse 50 ou 60 anos, com a maturidade, o corpo e a alma mais prontos para absorver aquele texto que já mexera comigo e me transformara. Se com 22 anos aquelas palavras já me causaram um impacto tão grande, fiquei curioso para saber o que elas fariam comigo anos depois.
Numa única história, Roth entra nos sentimentos de diversas relações humanas (com homens, mulheres, família, consigo mesmo, com o tempo e a idade) como se tivesse uma longa pinça capaz de entrar fundo em nós, nas nossas entranhas e trazer todas as emoções a tona. Por isso, ao fecharmos a contracapa do livro, temos a sensação de soco no estômago.
De 2007 para cá, Luiz Paulo Vasconcellos tem me comentado que gostaria de montar esse texto para o teatro num monólogo em que ele viveria David Kepesh, o animal agonizante. Há 3 meses Luciano Alabarse, diretor do espetáculo, me convidou para produzir a peça junto com ele, e eu, imediatamente, topei! Li o texto adaptado pelo Luciano: mais um soco no estômago.
Quando vi o primeiro ensaio, uma leitura, com móveis improvisados, uma luz geral fria e o Luiz Paulo dizendo aquelas palavras como se fossem suas - elas eram suas! – me dei conta que já não precisava mais tanto voltar aquele texto quando estivesse mais maduro. Estava tudo ali na minha frente: vivo, forte, intenso, dolorido até o último gemido. Me dei conta que, sim, Luiz Paulo Vasconcellos é O ANIMAL AGONIZANTE.
Theatro São Pedro, de 4 a 7 de novembro - quinta a sábado às 21h e domingo às 18h
Teatro do Instituto Goethe, de 12 a 28 de novembro, sextas e sábados às 21h e domingos às 18h
Numa única história, Roth entra nos sentimentos de diversas relações humanas (com homens, mulheres, família, consigo mesmo, com o tempo e a idade) como se tivesse uma longa pinça capaz de entrar fundo em nós, nas nossas entranhas e trazer todas as emoções a tona. Por isso, ao fecharmos a contracapa do livro, temos a sensação de soco no estômago.
De 2007 para cá, Luiz Paulo Vasconcellos tem me comentado que gostaria de montar esse texto para o teatro num monólogo em que ele viveria David Kepesh, o animal agonizante. Há 3 meses Luciano Alabarse, diretor do espetáculo, me convidou para produzir a peça junto com ele, e eu, imediatamente, topei! Li o texto adaptado pelo Luciano: mais um soco no estômago.
Quando vi o primeiro ensaio, uma leitura, com móveis improvisados, uma luz geral fria e o Luiz Paulo dizendo aquelas palavras como se fossem suas - elas eram suas! – me dei conta que já não precisava mais tanto voltar aquele texto quando estivesse mais maduro. Estava tudo ali na minha frente: vivo, forte, intenso, dolorido até o último gemido. Me dei conta que, sim, Luiz Paulo Vasconcellos é O ANIMAL AGONIZANTE.
Theatro São Pedro, de 4 a 7 de novembro - quinta a sábado às 21h e domingo às 18h
Teatro do Instituto Goethe, de 12 a 28 de novembro, sextas e sábados às 21h e domingos às 18h
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
PREFIRO
Inter a Grêmio.
Rio a Nordeste.
Camionete a sedan.
Água a refri e cerveja a todo o resto.
Sacada a janela.
Sol a nuvens.
Direita à esquerda.
Chá a café e chimarrão aos dois.
McDonalds a Burger King.
Blackberry a I Phone.
Original a Skol.
Jennifer a Angelina e Brad Pitt às duas.
São Simão a Atlântida.
I Pod a qualquer MP3.
Notebook a desktop.
Ficção a auto-ajuda e biografia aos dois.
Correr a caminhar.
Big Brother à Fazenda.
Caetano a Chico.
Veja à Época e Piauí às duas.
Nova York a Dubai.
Tylenol a Aspirina.
Backstreetboys a N´sync.
Renner a C&A e Zara às duas.
Louboutin a Jimmy Choo.
Cassia Eller a Ana Carolina.
Política a economia.
Aguilera a Britney e Shakira às duas.
Cinema a DVD.
Vogue à Elle.
Óculos à lente.
Rua a shopping.
Salgado a doce.
Verão a inverno.
Praia a montanha.
SKY a Net.
Bar a boate.
Cachorro a gato.
Branco a preto e os dois a rosa.
Se posicionar. Fácil assim.
Rio a Nordeste.
Camionete a sedan.
Água a refri e cerveja a todo o resto.
Sacada a janela.
Sol a nuvens.
Direita à esquerda.
Chá a café e chimarrão aos dois.
McDonalds a Burger King.
Blackberry a I Phone.
Original a Skol.
Jennifer a Angelina e Brad Pitt às duas.
São Simão a Atlântida.
I Pod a qualquer MP3.
Notebook a desktop.
Ficção a auto-ajuda e biografia aos dois.
Correr a caminhar.
Big Brother à Fazenda.
Caetano a Chico.
Veja à Época e Piauí às duas.
Nova York a Dubai.
Tylenol a Aspirina.
Backstreetboys a N´sync.
Renner a C&A e Zara às duas.
Louboutin a Jimmy Choo.
Cassia Eller a Ana Carolina.
Política a economia.
Aguilera a Britney e Shakira às duas.
Cinema a DVD.
Vogue à Elle.
Óculos à lente.
Rua a shopping.
Salgado a doce.
Verão a inverno.
Praia a montanha.
SKY a Net.
Bar a boate.
Cachorro a gato.
Branco a preto e os dois a rosa.
Se posicionar. Fácil assim.
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